quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SISTEMA DE FORTIFICAÇÕES DA ILHA DE SANTA CATARINA - PATRIMÔNIO MATERIAL EM SC

Florianópolis possui o maior conjunto de fortalezas do Brasil. Construídos pelos portugueses no século XVIII, quando Portugal e Espanha disputavam as terras do sul do continente, os fortes serviam de proteção para impedir as invasões espanholas.

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Esse conjunto, Patrimônio Histórico Nacional, permaneceu abandonado e em ruínas ao longo de muitos anos. Atualmente, as fortalezas – gerenciadas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – são os principais pontos de atração turístico-cultural da região de Florianópolis, sendo visitadas anualmente por mais de 300 mil pessoas. Conhecê-las significa desfrutar de uma verdadeira viagem no tempo.

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O tombamento do Sistema de Fortificações - integrado pelas fortalezas de Santo Antônio de Ratones, de São José da Ponta Grossa, de Anhatomirim e de Santana - foi concluído após a década de 1970, com a proteção da Fortaleza Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba e do Forte Santa Bárbara. 

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SÃO FRANCISCO DO SUL - PATRIMÔNIO MATERIAL EM SC

Cidade histórica, pacata e tranquila com 150 prédios tombados como Patrimônio Histórico e Artístico. A natureza na ilha de São Francisco é bem generosa, praias e baías exuberantes que convidam ao banho, surfe, pesca e passeios de barco.

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Fundada em 1504, foi a primeira povoação criada em Santa Catarina e a terceira do Brasil. Colonizada por açorianos ainda no século XVIII, desenvolveu-se às margens da Baía da Babitonga, um maravilhoso arquipélago formado por 14 belas ilhas. O município está localizado em Santa Catarina , o segundo estado que mais recebe estrangeiros do Brasil, com praias como a Praia do Molhe, que oferece condições ideais para a prática de esportes náuticos como o Surfe e o Bodyboard; a Praia da Saudade ou Prainha, uma das mais bonitas e mais procuradas pelos surfistas, onde acontecem os grandes campeonatos de surfe; e a Praia Grande, preferida dos pescadores e naturistas. As praias do Balneário de Paulas são de águas calmas ricas em peixe e mariscos, que constituem a base da alimentação daquela comunidade e é uma das principais fontes de renda dos moradores.

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O núcleo original da cidade - com 400 imóveis - foi tombado pelo Iphan, em 1987. Antigos casarios em estilo colonial, sambaquis, antigas igrejas, cerca de 150 casas e monumentos estão sob a proteção federal. No conjunto urbano está o centro cívico e religioso e, no seu entorno, funcionam comércio e prestação de serviços. Localizada na Baía de Babitonga (litoral de Santa Catarina), é uma das povoações mais antigas do Brasil. A cidade recebeu, ao longo da sua história, navegadores de diversas nacionalidades, principalmente franceses e espanhóis. A região, habitada pelos índios Carijó, conviveu algum tempo com a expedição do francês Binot Paulmier de Gonneville, comandante da expedição que partira da França, um ano antes, e desembarcou nas praias da Babitonga, em 1504. 

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LAGUNA - PATRIMÔNIO MATERIAL EM SC

Terra de Anita Garibaldi, Laguna foi onde nasceu a heroína brasileira e viveu durante a Revolução Farroupilha com seu amado Giuseppe. Toda essa história e acontecimentos estão bem contatos no Museu Anita Garibaldi e em sua antiga casa, no Centro Histórico.

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Mas, Laguna vai além das histórias. As belas praias também convidam os turistas para curtir o veraneio na região. Gi e de Itapirubá são as praias concorridas para banhos, enquanto que Tamborete, do Cardoso e Gravatá são ótimas para surf. A Prainha é point dos jovens e abriga o Farol de Santa Marta com uma bela vista panorâmica do litoral de Laguna. A temporada das Baleias Francas em Laguna atraem muitos observadores. Outra atração é a pesca com auxílio dos botos em Laguna.

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Tombado pelo Iphan em 1985, o centro histórico da cidade formou-se a partir do porto original onde estão cerca de 600 imóveis - foi a terceira povoação portuguesa no litoral de Santa Catarina. De seu extenso território original desmembraram-se duas capitais: Florianópolis (SC), e Porto Alegre (RS). Além de outras edificações, está protegido o Marco de Tordesilhas, relativo ao pacto assinado em 1494 entre Portugal e Espanha, que fixava uma linha divisória a 370 léguas a oeste de Cabo Verde, passando ao Norte, no Pará, e ao Sul, em Laguna, dividindo assim as terras da América entre as duas coroas. Terra natal de Anita Garibaldi, Laguna testemunhou importantes momentos da Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos), entre 1835 e 1845. Em 1839, o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, os líderes David Canabarro e Teixeira Nunes, além dos soldados farroupilhas, conquistam a Vila de Laguna, declarando a República Catarinense, sob o comando de Jerônimo de Castilho. 

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terça-feira, 5 de setembro de 2017

ITAIÓPOLIS - PATRIMÔNIO MATERIAL EM SC

Rico mosaico de etnias, esse município de 20 mil habitantes está situado a 920 m de altitude no Planalto Norte . Descendentes de poloneses, ucranianos, alemães, italianos, caboclos e indígenas conservam suas tradições e um estilo de vida tranquilo. Mais da metade da população vive na zona rural. Seus campos de araucárias e paisagens rurais, não raras vezes envoltos em neblina durante a manhã, são um belo espetáculo.

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Itaiópolis tem apostado na sua vocação para o turismo religioso, histórico-cultural e ecológico. Itaiópolis é conhecida como "Pequena Varsóvia". Na Igreja de Santo Estanislau, a maior construída por imigrantes na América Latina, ainda são celebradas missas no idioma dos imigrantes. A igreja está localizada em uma vila com casas típicas polonesas. Uma procissão que se realiza todos os anos no segundo domingo da Quaresma reúne 10 mil fiéis. A mais antiga igreja de rito ucraniano católico no Brasil está em Itaiópolis. Ela foi construída em 1895 por imigrantes da Ucrânia.

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Antiga rota de tropeiros que faziam a ligação comercial entre o Sudeste e o Sul em lombo de mulas, o município é hoje uma opção para os apreciadores de trekking e bóia-cross. Itaiópolis está a 330 km de distância de Florianópolis e 135 km de Curitiba.


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Itaiópolis, é um dos municípios que integram o Projeto Roteiros Nacionais de Imigração, desenvolvido pelo Iphan, e recebeu a chancela de Paisagem Cultural Brasileira. Este instrumento de preservação do patrimônio cultural, diferente do tombamento, foi instituído em 2009 para proteger uma porção peculiar do território nacional, representativa do processo de interação do homem com o meio natural, à qual a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram valores.


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Como em outros municípios catarinenses, foi beneficiado o patrimônio cultural formado por propriedades rurais, casas, ranchos, hortas, pomares, jardins, dialetos, culinária, festividades e tradições agrícolas dos imigrantes, que vieram para o Brasil a partir do Século XIX. O núcleo urbano de Alto Paraguaçu, distrito desse município, possui uma parcela significativa do patrimônio dos imigrantes da área rural dos municípios de Santa Catarina. 

sábado, 2 de setembro de 2017

MUITA CULTURA E HISTÓRIA

Museus, teatros e registros históricos fazem parte das experiências nada óbvias que Santa Catarina oferece


Os barcos que geralmente aparecem no horizonte nas fotos dos turistas que vistam Santa Catarina também podem ser vistos, sob um novo olhar, no Museu Nacional do Mar, um dos mais importantes do País. Visitar o museu é se sentir no mar sem ir à praia. As 18 salas do prédio estão repletas de embarcações e histórias: miniaturas de caravelas, saveiros, baleeiros reais e uma sala dedicada a Amyr Klink e a embarcação que utilizou para atravessar o Atlântico sozinho durante 100 dias. O fato é que as belezas naturais do Estado e sua vocação para o turismo guardam também muitas surpresas. Museus como o do Mar, o patrimônio arquitetônico criado pelos colonos alemães e italianos, as igrejas centenárias, os sítios arqueológicos, as reservas indígenas (das etnias Kaingang, Guarani e Xokleng); e monumentos sobre a história do Brasil que estão espalhados pelo Estado trazem a mesma beleza que encanta os turistas em busca da natureza, ainda que sem a mesma fama. 


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Santa Catarina foi colonizada por povos de diferentes etnias. Passou por invasões, revoltas e revoluções separatistas ao longo de sua história. Enquanto o litoral guarda vestígios de um passado remoto, o interior do Estado está repleto de caminhos e resquícios do desbravamento e da colonização do Brasil. A Coxilha Rica, em Lages, é prova disso. Em uma área rural com mais de 100 quilômetros de extensão com potencial para o turismo de aventura e o histórico estão os longos muros de taipa erguidos no século XVIII e estradas por onde passavam os tropeiros e que recentemente foram descobertas para trilhas de off-roads e turismo rural, com fazendas abertas à visitação, estalagem e alimentação.

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Depois da chegada dos portugueses, Santa Catarina recebeu ao longo dos séculos levas de imigrantes alemães, italianos e, em menor número, açorianos, poloneses, ucranianos, holandeses, austríacos e japoneses. Ao todo, 22 conjuntos arquitetônicos tombados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), além das edificações tombadas pelo Estado e pelos municípios, preservam importantes acervos históricos de cada região.

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A arquitetura típica e os monumentos espalhados pelo Estado remetem à cultura de seus colonizadores. O casario típico açoriano é encontrado em quase todos os municípios do litoral. Outros municípios como Urussanga, Orleans (com destaque para a Casa Barzan, monumento da colonização italiana) e Nova Veneza (que tem até uma gôndola italiana) são repletos de prédios de influência italiana, construídos com tábuas largas, lambrequins e varandões. Os prédios com arquitetura alemã aparecem em cidades como São Pedro de Alcântara (primeira colônia germânica catarinense), Blumenau, Joinville e, principalmente, Pomerode, com mais de 300 construções desse estilo incluídas no circuito turístico Rota do Enxaimel

Igrejas Centenárias

Parte da riqueza arquitetônica catarinense, as igrejas de diferentes épocas e estilos seguem a trajetória da colonização do Estado, revelando as influências dos imigrantes europeus. Pelas mãos dos portugueses, em Governador Celso Ramos, foi construída a primeira igreja do Estado, de 1745, e em Penha, a Capela São João Batista, erguida em 1759 – com uma das mais belas vistas da baía da Armação do Itapocorói. Em Blumenau, a Igreja Luterana do Espírito Santo foi feita ao gosto neogótico dos alemães e, em Papanduva, a colônia ucraniana influenciou a construção da Igreja Ucraniana Santo Antônio de Pádua, com características bizantinas.


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Além da arquitetura, hábitos europeus também ficaram pelas regiões do Estado. Desde 1851, ao abrirem espaço na Mata Atlântica para a construção de suas casas e povoados, os novos moradores se deparavam com espécies de orquídeas até então desconhecidas. Encantados pela beleza das flores nativas, os moradores passaram a recolher as plantas e a comparar as variedades. Surgia assim um dos principais eventos do Estado, a Festa da Flores de Joinville.

Estado é o quarto maior produtor

Para os antigos gregos, as orquídeas eram sinal de virilidade e fertilidade; os ingleses viam a flor como símbolo da riqueza, exclusividade, bom gosto e refinamento. No Japão feudal, uma orquídea rara e exótica, conhecida como a orquídea do samurai, representava bravura e coragem. Em Santa Catarina, uma orquídea (a Laelia purpurata), que pode ser encontrada frequentemente em todo o litoral, é a flor símbolo do Estado por motivos históricos. Descoberta em 1847 por François Devos na costa da então Província Imperial de Santa Catarina, atualmente o município de Florianópolis, foi levada para a Europa e floriu pela primeira vez fora de seu habitat natural e de seu país em uma estufa na Inglaterra no ano de 1852. No mesmo ano foi exibida à Royal Horticulture Society em Londres, proporcionando desta maneira o seu estudo, sua descrição e classificação.

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Mais de 130 anos depois de sua descoberta, em 21 de julho de 1983, foi escolhida como um dos símbolos de Santa Catarina com a promulgação da Lei Estadual nº 6.255, pelo então governador Esperidião Amim. Fora os eventos que escolheram a flor como símbolo do Estado, Santa Catarina tem tendência à floricultura. É o quarto maior produtor de flores do Brasil, mercado que tem crescido e movimentado cifras na casa dos bilhões de reais, e tem diversas atrações para quem gosta de floricultura.

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Joinville é um dos principais polos produtores do Estado e há 77 anos celebra a Festa das Flores. A preferência catarinense pela orquídea também encontra respaldo na festa, onde elas são protagonistas. Neste ano, mais de 4,5 mil exemplares da planta farão parte da festa que acontece entre os dias 17 e 22 de novembro, no Expoville. Apesar da grande quantidade de parques no Estado, só em 2015 Santa Catarina ganhou oficialmente um Jardim Botânico reconhecido pelo Sistema Nacional de Jardins Botânicos (SNJB) e pelo Ministério do Meio Ambiente.

Onde apreciar plantas pelo estado:

O prédio onde funciona o herbário é um dos pontos turísticos de Itajaí. Idealizado pelo padre e ex-diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Raulino Reitz, a instituição tem 42 mil plantas da flora catarinense e outras 11 mil de Estados vizinhos. 

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Brusque ficou famosa pela festa do Marreco, mas também tem relevância botânica. No Parque Zoobotânico, com 120.000 m2 em meio à Mata Atlântica, estão expostas cerca de 300 espécies de plantas exóticas e algumas em perigo de extinção. 

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Um dos cinco relógios de flores do Brasil também está em Santa Catarina. Inaugurado há 15 anos para celebrar o aniversário de 150 anos de Blumenau, o relógio tem engrenagem elétrica e espécies de flores trocadas regularmente. 

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domingo, 20 de agosto de 2017

UM MUNDO DE AVENTURAS

Para quem gosta de adrenalina, o Estado tem diversão de todos os tipos – seja em terra, água ou ar

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Tangará é uma pequena cidade no Oeste de Santa Catarina. Seus quase oito mil habitantes descendem de portugueses, alemães e italianos que certamente escolheram aquelas terras mais pelas opções de trabalho do que pela busca de aventuras radicais. Se não fossem os pontos coloridos no céu em dias de sol que lembram pipas de crianças, pouca coisa na cidade daria indícios daquele que é hoje um de seus maiores atrativos. Tangará, que já se chamou Rio Bonito e nasceu às margens da Estrada de Ferro criada para ligar o Estado de São Paulo ao Rio Grande do Sul, é atualmente a capital catarinense do voo livre. Nos dias claros, o céu fica colorido com os parapentes e asas-deltas saídos do Morro Agudo, a mais de 1.700 metros de altitude. Para praticantes do esporte, a cidade é um dos dez melhores lugares do mundo para voos livres – seu sistema de correntes termais permite voar mais alto e mais longe.

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Como Tangará, existem dezenas de regiões de Santa Catarina que se destacam na oferta de esportes de aventura, cujo interesse é crescente no País todo. Segundo pesquisa realizada pela Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), o número de pessoas que procuraram a prática no Brasil subiu 43% de 2012 para 2014. O setor cresce a uma taxa anual média superior a 10% e reúne mais de 2 mil empresas, para um mercado de 4,3 milhões de turistas.

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O potencial aventureiro de Santa Catarina, porém, é natural. Montanhas, florestas, praias e as temperaturas amenas fazem do Estado um dos principais destinos do segmento no Brasil. Apesar disso, foi só recentemente que esse potencial começou a ser explorado em toda sua magnitude. No começo de 2015, por exemplo, o governo conseguiu a aprovação de uma lei para a criação de um complexo de turismo de aventura de 16 mil metros quadrados na Serra do Rio do Rastro. É lá, em Urubici que há 12 anos acontece o Desafrio, prova de 52 quilômetros de corrida subindo a serra em pleno inverno. 

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Aliás, descer (ou subir) a Serra do Rio do Rastro dirigindo também é uma aventura. A SC-438, que corta a serra, tem 284 curvas – algumas com quase 180° – e subidas íngremes. Conforme o turista se acostuma com essa verdadeira montanha-russa rodoviária, a apreensão dá lugar ao prazer de dirigir em um dos locais mais belos do País, numa das rodovias mais incríveis do mundo – na região estão também a caverna Rio dos Bugres, 35 cachoeiras, 14 rios e nove cânions. Passeios a cavalo, em 4x4 e trilhas a pé fazem parte de quase todos os pacotes de viagem para a região.

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No litoral e no interior, há boas estradas para trekking e trilhas de mountain biking. Por dentro da Mata Atlântica, atravessam costões e morros à beira-mar e cortam vales e montanhas no interior do Estado. Já o circuito do Vale Europeu tem trajeto que foge das estradas de asfalto e prioriza as estreitas estradas de terra. Nos 300 quilômetros de pedaladas (há roteiros menores e menos exigentes), pedala-se pelo vale dos rios, indo de Timbó até Rodeio, sobe-se a serra em direção às represas, a 700 m de altitude, com belos mirantes, e são frequentes os trechos em que a estrada se embrenha na mata. Cachoeiras e cascatas estão em toda parte e é comum ver praticantes de rapel, cascading e canoying pendurados em cordas nas pedras ou debaixo das quedas d'água. Também são comuns os adeptos do arvorismo se equilibrando em árvores e cordas nos parques do entorno da serra. 

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A quantidade de rios e o relevo da região faz de Santa Catarina um dos melhores pontos do Brasil para o rafting. Considerado um dos melhores do Brasil para a prática do esporte, o rio Itajaí-Açu e seus afluentes, no Vale do Itajaí, servem tanto ao aventureiro experiente, quanto ao iniciante. Em uma escala de 1 a 6, o rio tem corredeiras do nível 2 ao máximo. Só os atletas mais experientes encaram os níveis mais altos. Comercialmente, opera-se até o 4+, o que já garante bastante emoção, porque se trata de um rio veloz e volumoso. Operadoras credenciadas oferecem passeios com diferentes graus de dificuldade. 

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Para se aventurar na água sem o nível Indiana Jones de emoção, a canoagem e o mergulho são boas alternativas. Vários balneários, rios, lagoas e parques no interior do Estado oferecem atividades do tipo. Mas é na Reserva Marinha Biológica do Arvoredo, próxima a Florianópolis e Bombinhas, que está um dos principais pontos do ecoturismo catarinense. Considerado o melhor local para a prática do mergulho autônomo no Sul do Brasil, o lugar é abrigo natural de algumas espécies marinhas raras e ameaçadas, além de ser a única reserva federal com remanescentes de Mata Atlântica. 

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Formada pelas Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta, o Calhau de São Pedro e uma grande área marinha que circunda o arquipélago, a região, localizada entre a Baía de Zimbros, em Bombinhas, e o norte da Ilha de Santa Catarina, é preservada por decreto e possui 17.600 hectares, sendo 98% ocupados por área marinha.

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O litoral de Santa Catarina, aliás, é uma espécie de berçário das baleias-francas. De junho a novembro, elas deixam a Antártida para dar à luz e amamentar os filhotes nas águas de Imbituba, Garopaba e Palhoça, principalmente. É possível vê-las da praia com facilidade, mas há expedições embarcadas que levam os turistas a poucos metros dos grandes mamíferos, alguns com mais de 17 metros de comprimento.

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Parapentes brasileiros exportados para mais de 70 países

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Quem olha em direção ao Morro Boa Vista, em Jaraguá do Sul, percebe os pontos coloridos no céu como confetes. São os parapentes que cortam a paisagem da cidade, muitos deles fabricados ali mesmo pela Sol Paraglaiders, única fábrica de parapentes da América Latina. Aberta ao público, a fábrica virou ponto turístico para os praticantes que visitam o município para voar. Com o esporte em ascensão, o que inclui mais de 20 cursos de voo só nos Estado de Santa Catarina, os parapentes da Sol Paraglaiders são vendidos em lojas de 72 países. Seus 14 funcionários produzem, em média, 120 parapentes por mês, além de itens de vestuário esportivo e segurança. Do total da produção, pelo menos 35% são exportados.

sábado, 5 de agosto de 2017

ESTADO DE CONTEMPLAÇÃO

Não é preciso ser adepto dos esportes de aventura para aproveitar a grande biodiversidade que Santa Catarina oferece
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Quando se pensa em ecoturismo, muitas vezes o que vem à mente é o turismo de aventura, com trilhas, tirolesas, rapel e destinado a pessoas com algum preparo físico e muita disposição. Mas não precisa ser sempre assim. Em Santa Catarina, turistas encontram opções para ficar mais próximos da natureza sem precisar abusar da adrenalina – ou do fôlego.
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Localizado entre a Serra Catarinense, os Campos da Boa Vista e o Vale Europeu, o Sítio Alto Paraíso oferece aos visitantes a oportunidade de estar em meio à natureza de forma tranquila e sustentável. 
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Se plantar e colher não fazem parte do seu roteiro de descanso, a região dos cânions catarinenses pode ser uma opção mais adequada. Cânion é o termo usado na geologia para designar um vale profundo com paredes abruptas em forma de penhascos (também conhecido como "garganta"). Conhecida como a "Capital Catarinense dos Cânions", a cidade de Praia Grande, localizada entre Florianópolis e Porto Alegre, concentra as principais opções de hospedagem e oferece infraestrutura bem-preparada para quem quer conhecer a região. A partir de Praia Grande, pode-se fazer diversos passeios para sete cânions e aproveitar as cachoeiras, piscinas naturais e grande variedade de vegetação. Um dos maiores do País, o Cânion do Itaimbezinho localiza-se dentro do Parque Aparados da Serra e é o mais famoso da área. As paredes rochosas de mais de 130 milhões de anos chegam a 720 metros de altura, tornando a experiência impressionante. 
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Existem duas trilhas a serem percorridas dentro do Itaimbezinho, ambas permitindo contato profundo e contemplativo com a natureza, por meio de sua hidrografia, vegetação, formação geográfica do cânion, impacto ambiental, adaptação do ambiente e fauna associada, com destaque para a grande diversidade de pássaros na região.
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A biodiversidade na região é vasta, com aproximadamente 150 espécies de mamíferos, 140 de anfíbios e 1.150 de borboletas e mariposas. Não por acaso está situado ali o maior museu entomológico da América Latina, o Fritz Plaumann. Localizada no município de Seara, Oeste do Estado, a instituição abriga mais de 80 mil exemplares de 17 mil espécies diferentes de insetos, com destaque para a enorme coleção de borboletas. O museu foi fundado pela prefeitura de Seara em 1988 a partir do acervo de Fritz Plaumann, pesquisador autodidata que viveu na região e dedicou sua vida à coleta e catalogação de insetos – das espécies expostas, 1.500 foram descobertas por Plaumann.
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

NATUREZA EM ALTA

O clima frio de inverno propicia diversas atividades ao ar livre, que estão cada vez mais desenvolvidas, e quem ganha com isso são os turistas

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Turismo rural, ecoturismo e esportes de aventura. Estas são algumas atrações para aproveitar o inverno em Santa Catarina. Com natureza em abundância, o Estado oferece passeios para todos os gostos e bolsos, que vão de caminhadas, trilhas e cavalgadas à observação de pássaros e baleias.


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E é também a região precursora do turismo rural no Brasil, que tem na cidade de Lages seu principal polo de atração. Quem busca esse tipo de atividade turística não pode perder a região serrana, onde diversos estabelecimentos oferecem a possibilidade de o visitante vivenciar o dia a dia caipira como se estivesse em uma fazenda produtiva local. Há também pousadas dedicadas às atividades ao ar livre, como caminhadas, passeios a cavalo e contemplação do meio rural.

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Para os mais aventureiros, a dica é buscar lugares equipados para a prática de tirolesa, pêndulo, rapel, arvorismo, escalada, entre outros. E, se preferir algo menos radical, opte pela canoagem, possível de ser feita em vários balneários, rios, lagoas e parques no interior de Santa Catarina. Além das atividades campestres – como participar das lidas campeiras, ordenha de animais, cavalgadas, passeios ecológicos e pesca –, o frio também é propício para visitar vinícolas, conhecer o processo produtivo e degustar vinhos da região. O principal do enoturismo fica no Vale do Contestado e na Serra Catarinense.


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E não é apenas o meio rural que atrai visitantes durante o inverno. Entre junho e novembro, centenas de baleias da espécie Franca deixam as águas geladas da Patagônia e vão dar à luz e amamentar seus filhotes na costa catarinense. Nesta época, a região que vai de Içara até Florianópolis se transforma em uma grande área de proteção ambiental desses mamíferos. Uma dica é ficar em Imbituba ou Garopaba, pois são praias onde as baleias costumam ser vistas com mais frequência. Já quem prefere a pescaria encontra baías, praias e costões propícios para a atividade. A pesca do robalo é uma grande atração na Baía de Babitonga, no litoral norte, enquanto as trutas dos rios de águas claras, em meio a vales e montanhas, chamam a atenção dos que buscam a pesca esportiva.

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Para aquecer, em meio à temperatura mais amena, nada melhor do que apreciar as delícias gastronômicas da região, como o pinhão e o churrasco fogo de chão, além dos vinhos catarinenses. Como o Estado é pequeno, a poucas distâncias é possível encontrar naturezas e geografias diferentes.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

TEMPEROS MISTURADOS

A gastronomia catarinense apresenta pratos com características de diversos países do Velho Continente. São iguarias que se mantêm tradicionais até hoje, mesmo com as tendências contemporâneas na culinária.

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Um Estado com muitas influências europeias. Assim é Santa Catarina. Ao longo dos anos, pessoas de diferentes nacionalidades ocuparam partes da região e a mistura dessas distintas origens moldou não apenas a cultura como também a gastronomia do Estado. Santa Catarina recebeu várias etnias, contudo, algumas se sobressaem: os descendentes de italianos representam 45% da população; os alemães, 35%; os açorianos, 8% e os poloneses, 5%. 

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As migrações europeias em Santa Catarina tiveram início, efetivamente, no século 18 com os portugueses das ilhas do Arquipélago dos Açores, enviados por Portugal para efetivar a ocupação do território catarinense e ainda resolver problemas de excesso de população da ilha de onde vinham.

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Em meados do século 19, foi a vez da chegada dos alemães. Eles adaptaram suas receitas aos ingredientes locais. Já os italianos chegaram perto de 1880, apresentando a culinária e as técnicas de conservas que fazem parte até hoje da cozinha de Santa Catarina. 


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A chegada dos estrangeiros incorporou à gastronomia local novos sabores. A maionese de batatas nada mais é do que a kartoffelsalad, salada de batata de receita trazida pelos imigrantes germânicos. Assim como em São Paulo, o macarrão – ou "a pasta" italiana – é largamente consumida em Santa Catarina. Da influência italiana (principalmente daqueles do norte da Itália) veio também a farinha de milho (fubá) para produção da polenta. 

Futuro garantido

Se até agora a influência estrangeira se manteve presente na gastronomia, como saber se ela não se perderá com o tempo? Será possível que as tradições sejam conservadas mesmo com as novas tendências da culinária? "Algumas coisas se perdem, é natural. Por exemplo, poucos descendentes de açorianos ainda usam a mandioca como principal guarnição. 


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Atualmente, Santa Catarina conta com muitos eventos gastronômicos que proporcionam ao turista uma oportunidade para saborear pratos típicos e dão uma ideia do alto impacto da influência europeia na culinária local. Festa do Pinhão, Oktobertanz, Tirolerfest, Festa da OvelhaFenaostra, Marejada e Oktoberfest são maneiras de relembrar as tradições e mantê-las vivas na memória da população.


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